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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Finalmente Ph. D.

A caminhada foi longa até o momento de minha defesa. No entanto, aquele momento foi apenas mais um passo. Vejo em minha vida uma linha clara que se desenrola desde minhas brincadeiras musicais quando criança bem pequena, minhas primeiras aulas de clarinetas dadas pelo meu pai, meus primeiros contatos com o violão, depois a adolescência rodeada de discos de música de concerto... concertos de Brandemburgo, sinfonias de Beethoven... Quando eu tinha treze anos eu queria tocar a sinfonia 5 de Beethoven no violão. Assim, com esse intuito, eu passava cerca de 4 a 6 horas todos os dias ouvindo a peça e tirando ela de ouvido. Fiz uma transcrição dos 3 movimentos completos, mas parei no desenvolvimento do 4o movimento. Era muito difícil... Essa perseverança toda foi a semente de minhas conexões mais profundas de entendimento musical e de minha aptidão pela composição. Depois veio a UFMG, os concursos Jovens Solista, os premios de composição, a ida para a Espanha, a volta ao Brasil, o desejo de sair denovo... as impossibilidades. Finalmente fui aprovado para o Phd em 2006 e aqui conquisteis muitas coisas.

Hoje, depois de ter completado o curso e de ter recebido o título vejo que, apesar de toda a importância que vim a constatar que os rituais sociais têm, o fato de ter me tornado Ph. D. em música foi apenas mais um passo de uma caminhada que comecei desde muito criança. Agora eu vislubros os próximos passos. Tenho muito o que fazer, mas não só por mim e por minha carreira. Tenho muito o que compartilhar e acrescentar aos meus concidadãos, amigos e irmãos.

Em breve estarei de volta. Só de pensar nisso meu peito se enche de esperança.

domingo, 28 de março de 2010

Publicações de Minhas Peças


Hoje eu estava conversando com meu grande amigo, historiador e professor Loque Arcanjo Jr. quando comentei das minhas peças publicadas aqui nos Estados Unidos. Quando mencionei que as peças estavam disponíveis para compra on-line no website da editora ele me disse: "Cadeu, mas por que você não está divulgando essas publicações? Você tem que falar com todo mundo, eu olhei agora no seu blog e não tem nada lá!" De fato, Loque, acho que meu trabalho de divulgação ainda está muito tímido! Porém resolvi dar ouvidos a seus sábios conselhos e aqui estou escrevendo essa postagem.

Bom, eis a divulgação:

Até o presente momento quatro de minhas peças estão publicadas e disponíveis para aquisição on-line:

Quatro peças para fagote solo, Op. 9, no. 5a
Cinco peças para flauta solo, Op. 9, no. 7
Imaginary Lands, para soprano e piano, Op. 11, no. 1b
Pour Aline, wwon no. 1b
para flauta doce soprano, flauta doce contralto
violino e violão
Siga o link abaixo para visualizar as peças.
Caso queira adquirir um exemplar use seu
cartão de crédito e a peça será enviada
para o endereço desejado.
As peças são publicadas e impressas nos Estados Unidos.
A distribuição é feita por Lulu INC.
Obrigado pela atenção e por favor divulguem!
Um abraço a todos!

terça-feira, 9 de março de 2010

Quase no fim de mais uma etapa... e mitos


Estive ausente por um bom tempo. Na verdade a última vez que escrevi eu estava para ir ao Arizona para participar do primeiro Festival Internacional de Violão de Tucson. A experiência foi esplêndida e vou contá-la com detalhes nas próximas postagens.

Depois de Tucson, voltei à Baton Rouge, toquei mais um concerto com a Louisiana Sinfonietta e encerrei o semestre "profissionalmente" falando no dia 03 de dezembro, dia no qual estreiei minha Serenata para Violão e Orquestra de Cordas, Op. 8 e logo em seguida toquei um recital no ICC (International Cultural Center). A foto é desse recital. Toquei com meu novo violão construído pelo Jeremy Cooper. Esse novo violão é extremamente superior ao que eu tinha anteriormente. Depois vou fazer uma postagem especial para esse violão, pois ele merece.

O ano de 2009 foi muito bom para mim profissionalmente. Toquei 54 vezes, comprovadas com programas que guardo de todas as apresentações. Comecei o ano tocando o Concerto em Lá maior do Carulli e terminei estreiando minha peça para violão e orquestra, Serenata para Violão e Orquestra de Cordas, Op. 8, ambos com a Louisiana Sinfonietta. Também, nesse mesmo concerto fiz a estreia mundial da peça Landscape no. 11 for Guitar and String Orchestra do excelente compositor costarriquenho Alejandro Arguello.

O fim do ano tirei para descansar pois eu estava exausto depois de tanta coisa. Retomei o trabalho com a minha tese com toda a força e decidi que não iria tocar com tanta intensidade nesse semestre. Tenho cumprido minha decisão. Até hoje toquei apenas um recital no dia 15 de janeiro, que foi um pedido do meu professor Dinos Constantinides. Neste domingo devo tocar mais uma vez à pedido de uma professora muito bacana, a Jan Grimes, professora de correpeticão aqui na Louisiana State University. Bom, eles pedem, mas pagam bem, então eu animo. De graça não dá mais.

Uma das coisas que me levaram a voltar a escrever é para deixar claro que eu estou ótimo, com a saúde perfeita e quase terminando meu Ph. D. Eu digo isso pois fico sabendo de casa coisa que as pessoas falam sobre mim... Na verdade eu acho mesmo é engraçado como que as pessoas podem inventar tantas maluquices sobre mim. Acredite, existe gente em BH criando mitos a meu respeito. A maioria me deixa lisonjeado, mas não passa de invenção. Por exemplo: já disseram que eu fui aluno do Abel Carlevaro, é, do uruguaio Abel Carlevaro, violonista e professor respeitadíssimo, autor de uma série de métodos que são uma das bases da técnica violonística moderna. Infelizmente isso não é verdade. Eu fiz aulas com o Eduardo Fernandez, grande violonista uruguaio que foi, ele sim, aluno do Carlevaro.

Muita gente sabe que eu estudei e toco violão flamenco e que eu estive na Espanha já duas vezes para apresentar recitais e também para fazer algumas aulas de flamenco. Porém, o que chegou ao meus ouvidos é que tem gente que JURA que eu sou espanhól nascido e criado! Fico um pouco chocado, pois eu sou de Belo Horizonte, estudei no Colégio Municipal de Belo Horizonte quando nele ainda se tinha de usar calças de brim como uniforme, com a sugestiva cor "verde petrólio." Fui aluno do CEFAR (Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado) e depois da Escola de Música da UFMG. Nada poderia ser mais belorizontino e mineiro do que eu. Olha que eu fui descobrir isso com toda força nesses anos que vivo nos Estados Unidos.

O mais engraçado dos mitos foi um que ouvi que disseram na UEMG que eu era a reencarnação de Telemann. Isso mesmo, o ilustre compositor alemão, famosíssimo em sua época, muito mais famoso e prolífico que Bach. Euzinho, a reencarnação de Telemann! Olha, mesmo se eu acreditasse em reencarnação... mas como é fértil a imaginação das pessoas!

Meu amigo Avelar Jr. me contou, faz uns dois anos, que ele ouviu umas pessoas dizendo que eu tinha machucado minhas mãos em um acidente terrível e que eu não podia mais tocar violão. Mentira!!! a foto está aí para provar que eu estou com as mãos perfeitas, com um violão novo e fantástico e com bem menos cabelo. Mas é fato que as pessoas puseram essa pitada de dramalhão inventando uma história que me deixa com as mãos machucadas e sem poder mais tocar... Mentira!!!

A última que aconteceu foi que um amigo meu, ex-aluno de violão, ligou para o meu pai para saber notícias minhas pois ele tinha ficado sabendo por "fonte segura" que eu tinha desistido de terminar o meu doutorado e que estava para voltar ao Brasil. Veja só! depois de ficar aqui 4 anos, estudando a fundo as coisas mais fantásticas sobre música eu iria, assim do nada, desistir de terminar meu doutorado? E olha que não é um doutorado, é um Ph. D. que tem um reconhecimento muito mais amplo no Brasil do que um DMA. Meu título será "Doctor of Philosophy in Musical Composition and Orchestral Conducting." Batalhei MUITO mesmo para poder chegar aqui e não desisto do meu título por nada. Na verdade estou quase quase é terminando. Devo marcar a data da defesa da minha tese em duas semanas. OU SEJA, em duas semanas eu marco a data em que vou defender minha tese e ser, de uma vez por todas, Ph. D.
Aredito que consiguirei marcar minha defesa para o início do mês de junho.

Quanto a voltar ao Brasil... Bom, os meus amigos próximos sabem como eu venho oscilando sobre esse assunto, principalmente pelo fato de eu ter uma proposta de emprego aqui em New Orleans que é uma cidade fantástica. Mas ao mesmo tempo eu quero voltar a dar aulas na UEMG, pois eu adoro aquela instituição, adoro os professores que lá estão e acho que eu posso contribuir muito significativamente para o crescimento da escola. Então eu ainda não sei se eu volto, quando eu volto... mas que eu termino esse doutorado aqui, ah isso eu termino.

Um abraço a todos.
Fiquem ligados pois tem mais postagens vindo sobre minha participação do festival de violão de Tucson, de meu encontro com o Sérgio e o Odair Assad e mais.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Alemanha e Arizona: Duas boas notícias de dois lugares completamente diferentes no mundo


Recebi duas grandes notícias ha cerca de três semanas. A primeira: fui convidado para fazer parte do jury de um concurso internacional de violão que vai ser realizado em Tucson no Arizona. Também foi dar uma palestra sobre composição para violão na música de câmara (uma das minhas áreas de estudo) e vou apresentar um recital com minhas peças. Para completar a notícia os irmãos Sérgio e Odair Assad vão estar no festival e eu vou ter pleno contato com eles, o que será uma beleza. A segunda notícia é que vou publicar meu ballet "Crime e Castigo: Ballet em um Ato" pela editora VDM Verlag na Alemanha. Trabalhei como um louco para finalizar o original no formato que deveria ser entregue mas agora é só esperar que vai ser publicado.

Vou para o Arizona no dia 6 de novembro, em pouco mais de uma semana. Comprei minha passagem hoje depois de averiguar muitas coisas. Eu estava intencionado a ir de carro. Queria atravessar o deserto do Texas e parte do Novo México, mas a viagem de carro iria me tomar muito tempo, e eu tenho que tocar um recital no dia 5 de novembro. Seria muito apertado. Dia 7 eu já estarei na Banca, por isso tenho que chegar lá descansado. Achei uma passagem em um ótimo preço de New Orleans até Phoenix, que é a capital do Arizona. Em Phoenex eu alugo um carro e dirijo até Tucson, que fica a cerca de uma hora e meia ao sul de Phoenix.

Meu futuro é certo e muito incerto ao mesmo tempo. Quero voltar ao Brasil mas não sei se, devido a questões burocráticas, minha volta a UEMG vai mesmo se concretizar. Pode ser que eu acabe sendo convidado a trabalhar no Arizona, fazer um segundo doutorado em violão... não sei. Não sei se quero estudar mais quatro anos aqui. De fato no que concerne a minha carreira artística ficar aqui parece ser mais promissor. Agora vou começar a publicar minhas peças e isso será um passo adiante na minha carreira, mas no Brasil eu seria muito mais útil, apesar de menos valorizado. Eu amo dar aulas, me realizo profundamente nisso e sinto muias saudades da época que eu dava aulas na UEMG. Porém eu também amo tocar e compor, e isso no Brasil não funciona tão bem quanto funciona aqui. Vamos ver.

De fato todas essas possibilidades são excelentes. Ficar aqui paradar aulas em uma universidade, ir para o Brasil para dar aulas na UEMG, começar um novo doutorado em violão aqui são todas possibilidades maravilhosas. Vamos ver o que o futuro me reserva!

sábado, 24 de outubro de 2009

Concierto de Aranjuez

Esse é um vídeo de um ensaio do segundo movimento do Concierto de Aranjuez de Joaquin Rodrigo. Eu escrevi esse arranjo para tocar com meus amigos talentosíssimos Amanda Morato, piano, e Marcelo Martinez, violoncelo.

Vou postar também no Youtube, mas terei que tirar os créditos, pois lá a duração máxima permitida no Youtube é de 10 minutos.

Amanha irei postar informações sobre duas notícias boas: Duas oportunidades fantásticas que recebi faz duas semanas! Aguardem.


domingo, 27 de setembro de 2009

Uma cerimônia, um ritual, algo inesquecível

No domingo, 27 de setembro eu toquei em uma cerimônia organizada pela Escola de Música da Louisiana State University em homenagem a uma secretária da escola que faleceu recentemente em um acidente trágico. Lynea Hambrice era desde agosto do ano passado a nova secretária da pós-graduação da escola. Ela tinha apenas 34 anos, mas em uma viegem de férias havia bebido demais e, segundo as informações, ela caiu do décimo segundo andar de um hotel aqui nos Estados Unidos. Os peritos dizem que não foi suicídio nem assassinato, pois não há indícios que ela tenha se jogado, ou que alguém a tenha jogado. É triste, mas parece que ela simplesmente caiu. A notícia de sua morte causou grande comoção na comunidade da escola que, por meio de sua có-diretora de pós-graduação, organizou uma cerimônia em memória de Lynea.

Os mais talentosos alunos da escola, o LSU Chamber Choir, e um grupo independente de cordas dirigido por Raul Gomez se revezaram na apresentação de várias peças musicais em homenagem à memória da jovem Lynea. Eu fui honrado com o convite de apresentar uma peça solo, assim eu pude contribuir também naquela cerimônia, que foi uma das mais belas e verdadeiras das quais eu já participei.

O formato da cerimônia foi o seguinte: Números musicais eram intercalados com leituras sobre a personalidade e sobre a vida de Lynea e não havia intervalo entre as peças e leituras o que fez com que a cerimônica corresse fluidamente e com muita força emocional. Algo que me chamou muita atenção foi o fato das pessoas não baterem palmas. Não era um concerto, era uma cerimônia, e mesmo que as pessoas achassem muito belo o que acabara de ser tocado elas não batiam palmas, e sim guardavam para sí a emoção que se acumulava.

O recital / cerimônia foi aberto pelo talentosíssimo violoncelista brasileiro Marcelo Martinez. Marcelo, no Brasil, tocou com nomes famosos da música pop, e por esse motivo, e não por seu admirável e raríssimo talento, ele era reconhecido no Brasil. De fato impressiona falar que Marcelo Martinez tocou com Sandi e Júnior no Acustico MTV e que viajou o Brasil e o mundo tocando com o grupo Fala Mansa, mas a habilidade que esse jovem instrumentista brasileiro tem em tocar o violoncelo e ao mesmo tempo cantar é sua mais importante qualidade justamente por ser a mais rara de se achar. Seu arranjos para Cello e Voz são de muito bom gosto e apresentam um nível de refinamento raro na música popular brasileira. Devido e isso, e também ao fado de Marcelo Martinez ser uma pessoa finíssima bem quisto por todos na escola de música ele foi o convidado a abrir a cerimônia. Após a apresentação de "A Rota do Indivíduo (ferrugem)," uma de minhas canções prediletas do Djavan, a platéia emocionada conteve suas palmas. O efeito de terminar uma performance e seguir em silêncio absoluto é algo muito profundo que deveria ser experimentado mais vezes. A apresentação de Marcelo Martinez foi o perfeito modo de abrir uma cerimônia como aquela e me fez pensar sobre a encomenda de uma peça que ele me fez. Depois da cerimônia comecei a compor uma séria de peças para Cello e Voz que irão contemplar o sentimento de sofrimento do espírito humano de várias formas diferentes. Será meu Op. 11, no. 1a.

Raul Gomez apresentou de Astor Piazzola "Libertango" com seu grupo de cordas. Raul Gomez, além de ser um virtuoso ao violino é também um regente talentoso e muito bom no trato com as pessoas. Ele é agora aluno do programa de doutorado em Regência Orquestral. No fim de "Libertango" há uma cadência extremamente difícil para violino solo que Raul executou com incrível perfeição e precisão. Belo, emocionante, tocante... Mais uma vez a platéia se deixou ficar silenciosa após a performance.

Muitas alunos se apresentaram e por volta do meio do concerto foi minha vez. Eu apresentei de Francisco Tárrega "Recuerdos de la Alhambra" que é uma das peças que mais bem ilustram o sentimento de perda e saudade de um lugar, ou um ente querido. Eu estava muito emocionado ao tocar e quase deixei rolar umas lágrimas durante a perfornance. Muitas pessoas, dias depois, me falaram que a performance foi muito bela, muito emocionante. Fiz uma gravação em vídeo que poderá ser acessada ao fim desse entrada no blog.

Ao fim da cerimônia, o coral de câmara da Louisiana State Univeristy rodeou a plateia e cantou uma peça belíssima. Ouvir o coral envolvendo a todos foi uma experiência indesritível. Rompi em lágrimas e me senti liberto. Foi lindo tudo o que aconteceu naquele domingo.

Posso dizer que poucos chefes de estado contaram com uma cerimônia tão bela. E o mais interessante que todos estavam lá voluntariamente para prestar sua homenagem e seu respeito à família de Lynea. Fiquei feliz e honrado de fazer parte disso.

Confira o vídeo de minha performance.




terça-feira, 22 de setembro de 2009

General Exams


Estive muito atarefado neste último mês. Muito foi devido ao fato de que eu estava me preparando para a fase mais difícil e estressante do programa de Ph. D. das universidades americanas: Os temidos General Exams. Mas o que são esses tais General Exams?

No programa de doutorado brasileiro os estudantes passam por três processos de seleção / avaliação. O primeiro é a prova e entrevista para admissão no programa de doutorado, o segundo é o exame de Qualificação no qual o aluno de doutorado defende seu projeto para uma banca com o intuito de reiterar que aquele projeto é legítmo, importante e viável. A última fase do doutorado brasileiro é a defesa da tese que é geralmente feita publicamente e para uma banca de cinco doutores.

No Programa de Doutorado Ph. D. americano são quatro os processos: 1) Seleção / Admissão; 2) Qualificação; 3) General Exams; e 4) Defesa.

No brasil os estudantes geralmente são requeridos a fazer cerca de 8 a 16 créditos em disciplinas antes de se dedicarem ao trabalho de pesquisa propriamente dito. Aqui, em minha estada no Ph. D. eu já fiz 90 créditos em 3 anos. Essa imensa carga de disciplinas faz com que o aluno se intere profundamente nas discussões teóricas e que tenha domínio sobre diversos temas antes de se dedicar à escrita da tese. Depois que eu terminei todos os créditos requeridos para o Ph. D. eu tive que me prestar a uma série de provas que tem o intuito de verifivar se eu tenho total domínio teórioco das linhas de pesquisa mais relevantes à minha área de conentração, no caso Composição Musical e Regência Orquestral. Os General Exams são essas provas.

O formato é o seguinte: Três dias de prova escrita e um dia de prova oral! Absurdo de difícil! Nos dois primeiros dias as provas me questionaram sobre composição e literatura musical. Uma das questões foi: Discorra sobre a história do Quarteto de Cordas enquanto gênero musical desde sua origem até o presente. Para essa questão eu escrevi mais de vinte páginas e ainda fiquei pensando em escrever mais, mas tinha outras questões para responder. No último dia de prova escrita tive que responder sobre a história da regência orquestral e discorrer sobre os principais maestros do século XIX e XX.

A prova oral é muito interessante, pois é o aluno sendo arguido por uma banca de cinco Ph. D's sobre qualquer coisa relacionada ao conhecimento musical. Qualquer coisa. É um pouco assustador, mas foi muito bom o processo. Respondi a tudo e fui aprovado.

Agora tenho que me dedicar totalmente à pesquisa e concepção da minha tese. Despois dela terminada o que será que me espera?